O local era retirado, as estradas eram de chão, estava anoitecendo quando o carro enguiçou.
Ela tentou dar a partida inúmeras vezes, mas nada.
No banco de trás seus filhos cochilavam enrolados num cobertor, uma menina de 5 anos e um menino de 7.
Ela esperou o motor esfriar, bateu a chave e o carro pegou, mas o farol não acendia a luz alta de jeito nenhum.
A estrada estava escorregadia e ela dirigia devagar e com cuidado, mas de repente o pneu bateu numa pedra, o carro rodopiou e bateu num barranco.
Algum tempo depois, alguém bate na porta de uma casa, a única que encontrou naquele fim de mundo.
Verônica já estava se preparando para ir deitar, mas foi atender a porta.
– Quem é?
– Moça, por favor abra a porta, meus filhos precisam de ajuda.
Meio receosa ela abriu a porta e se deparou com uma mulher de mais ou menos 35 anos.
– Moça, meu carro enguiçou a poucos quilômetros daqui e estou com meus filhos, uma menina de 5 anos e um menino de 7. Por favor, nos ajude.
– Vou pegar a chave do carro e um casaco para você.
Mas quando Verônica volta com o casaco a mulher não está mais lá. Usando um velho rádio transmissor ela se comunica com Bill, seu vizinho mais próximo e diz que vai pegar a camionete e vai ver oque aconteceu.
– Tenha cuidado Verônica, as estradas estão muito escorregadias. Ela disse que o carro enguiçou a poucos quilômetros da sua casa?
– Sim Bill.
– Então te encontro lá.
Quanto Verônica chega até o local Bill já está lá fazendo um curativo improvisado na testa da menina, um pouco afastado está um corpo.
– Acho que ela foi lançada para fora do carro com o baque e quebrou o pescoço.
Verônica se aproxima e ergue a ponta do cobertor que cobre aquele corpo e fica sem acreditar no que vê.
Ali, já sem vida e com o corpo já frio, está a mulher que bateu na sua porta!
Ela pergunta duas vezes e Bill responde garantindo que chegou ali e encontrou a mulher morta e as crianças chorando.